...seria a mais convencional das
noivas. Só uma coisa eu tentaria mudar, ainda que levasse um sonoro não: o
sermão do padre. “Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença,
amando-lhe e respeitando-lhe até os fins dos seus dias?” Nossa, não é tempo
demais? Bonito, mas dramático. Os noivos saem da igreja com uma argola de ouro
no dedo e uma bola de chumbo nos pés. Seria mais alegre e romântico um discurso
assim:
Ela: “Prometo nunca sair da cama sem antes dar bom-dia, deixar você ver
os jogos de futebol na TV sem reclamar, ter paciência para ouvir você falar dos
problemas do escritório, ter arroz e feijão todo dia no cardápio, acompanhar
você nas caminhadas matinais de sábado, deixá-lo em silêncio quando estiver de
mau humor, dançar só pra você, fazer massagens quando você estiver cansado, rir
das suas piadas, apoiá-lo nas suas decisões e tirar o batom antes ser beijada”.
Ele: “Prometo deixar você sentar na janelinha do avião, emprestar aquele
blusão que você adora, não reclamar quando você ficar quarenta minutos no
telefone com uma amiga, provar a comida tailandesa que você preparou, abrir um
champanhe no final de tarde de domingo, assistir junto o capítulo final da novela,
ouvir seus argumentos, respeitar sua sensibilidade, não ter vergonha de chorar
na sua frente, dividir vitórias e derrotas e passar todos os Natais do seu
lado”.
É, acho que é desse jeito que deveria ser, não só para mim, mas para todas as noivas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe sua opinião aqui (: